São três da manhã e estou relembrando de todas as nossas conversas jogadas fora. Chorando ao perceber que eu não conseguirei ser nada além de uma amiga. Não é culpa sua. Eu que sou idiota por achar que iria querer algo com alguém como eu. Ninguém quer. Por quê justo você me escolheria?

Já era para eu ter me acostumado a quebrar a cara. Afinal, essa não vai ser a primeira nem a última vez que alguém me decepciona. E por incrível que pareça, não foi você quem me decepcionou. Eu estou decepcionada comigo mesma. Com raiva. Estou triste por um dia ter acreditado que você poderia gostar de mim da mesma forma como eu gosto de você. Pelo menos um pouquinho.

Você não me faz mal. Muito pelo contrário. Por mais contraditório que seja, o aperto em meu coração e o nó em minha garganta, não é nada perto do sinto por você. Eu não vou te esquecer tão cedo. Apenas terei que me acostumar com o que você pode me oferecer.

Não sei se algum dia você irá ler isso aqui, mas se acontecer, nunca duvide do que eu senti por você. Esse amor que mora dentro de mim e que não vai sair tão cedo. Eu só quero que você saiba o quanto foi especial para mim. O quanto eu cresci durante esses poucos meses.

Para você eu falei coisas que eu nunca imaginei falar para alguém. Você sabe dos meus segredos mais profundos. Dos problemas que eu passei. Se eu parar para pensar, você sabe mais coisas sobre mim do que minha própria mãe sabe. Porque eu confio em você. Desde o início. Porque sempre foi você. Sempre vai ser.