Respire fundo. Abra a porta. Saia de casa. Não tenha medo. Caminhe pelo seu bairro. Ou simplesmente ande por aí. Sem direção. Tente não pensar em nada. Mas você sabe que é impossível não pensar em nada. Sabe que é impossível não pensar nele. Ele sempre estará em seus pensamentos.

Vá até aquele bairro. Onde todas as pessoas tiram o final de semana para se reunirem. Como se não quisesse nada, passe em frente aquela casa. Sim, essa de cor estranha. Olhe em volta para ver se não tem ninguém por perto. E finalmente, toque a campainha.

O nervosismo vem com tudo. Suas mãos tremem. Porém, tudo volta ao normal quando ele abre a porta. Com aquele sorriso de menino inocente, mas você sabe que de inocente ele não tem nada. Todas as coisas que ele falou te provam isso.

Ele te abraça apertado e lhe dá um beijo demorado no rosto. Apenas isso faz você ganhar o dia. Eles começam a conversar. Coisas banais e sem nexo. A saudade que ela sente é enorme. Sua vontade é de pular em seus braços e distribuir pequenos beijos pelo seu rosto. Mas ela se controla.

Já ele, simplesmente não sente nada. Talvez nem ele saiba o motivo de estar ali. No entanto, ele desfruta da companhia que a garota oferece. Os dois não combinam nem um pouco. E nunca vão combinar. Mas ela ainda acredita naquela frase: “Os opostos se atraem”. E é assim que ela vai vivendo todos os dias. Acreditando que ele irá acordar e gostar dela do mesmo jeito que ela gosta dele.


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